
12-07-2009, 12:35 PM
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Membro Sr.
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Registo: Aug 2009
Local: São Paulo - Brasil
Msgs: 332
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Apelo Ecólogico - Carta Do Chefe Seattle
APELO ECÓLOGICO
Há mais de 100 anos, um homem considerado rude e sem acesso aos livros e a cultura acumulava um conhecimento fabuloso e já alertava sobre aspectos que até hoje não se dá a devida importância.
Será que continuaremos a nada fazer...
Chefe Seattle – mais corretamente conhecido como Seathl – foi considerado um Duwamish, pois sua mãe, Scholitza, era filha de um chefe Duwamish e, entre eles, a linha de descendência passa maternalmente. Seu pai era um chefe Susquamish que viveu nas ilhas Puget Sound. Ainda jovem, Seathl ficou conhecido por sua coragem, audácia e liderança. Ganhou o controle de seis tribos locais e continuou as relações amigáveis com os brancos que haviam sido estabelecidas por seu pai. Acredita-se que seu famoso discurso tenha sido proferido em dezembro 1854, por volta das 5 ou 6 horas da tarde. Contudo, há uma controvérsia considerável sobre o conteúdo verdadeiro dele.
A carta do Cacique Seathl
A carta abaixo, do cacique Seathl – Seattle – mostra que, embora a Ecologia seja uma ciência nova, o raciocínio ecológico não foi criado pelos homens de hoje. Eis um trecho, no qual revela suas crenças, tradições e o apego a terra onde viviam e que provia seu sustento:
O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e de sua benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos pensar em sua oferta. Se não pensarmos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe em Washington pode acreditar no que chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que os nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem. Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como podes então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre coisas de nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença de meu povo. Sabemos que homem branco não compreende nosso modo de viver. Para ele, um pedaço de terra é igual a outro. Porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, é sua inimiga, e depois de a esgotar, ele vai embora. Deixa para trás a cova de seu pai, sem remorsos. Rouba a terra dos seus filhos. Nada respeita. Esquece o cemitério dos antepassados e o direito dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás só deserto. Tuas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho. Talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende. Se eu decidir a aceitar, imporei uma condição. O homem branco deve tratar os animais como se fossem irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser certo de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso do que um bisão que nós, os índios, matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra.
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Por: UM MUNDO BEM MELHOR
Josival Moreira
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